A segurança pública gaúcha receberá nos próximos dias um reforço de peso para o enfrentamento da violência. Trata-se de veículos e equipamentos doados à polícia por meio de uma campanha que mobilizou empresários e empresas locais a contribuir financeiramente para o reaparelhamento dos órgãos de segurança. As doações serão entregues oficialmente ao governo no dia 28 de março.

O Instituto Cultural Floresta (ICF), que estrutura a iniciativa dos empresários, preparou como ação de impacto imediato a doação de veículos e equipamentos especiais destinados a fortalecer o poder de combate ao crime. São 46 veículos Pajero equipados, armamento e itens auxiliares como coletes, GPS e rádios – somando R$ 14.000.000,00, vindos de 55 doadores, dos quais 30 pessoas e 25 empresas. Nenhum deles teve o benefício de isenção tributária.

– Esse é um primeiro passo, emergencial, porque vivemos há muito tempo uma situação de epidemia de violência, mas nosso objetivo é criar a possibilidade de a sociedade civil contribuir de forma estruturada para uma nova relação entre as comunidades e as forças de segurança. Historicamente, as cidades que venceram a violência contaram com a efetiva participação de vários setores da sociedade, e não apenas do governo – afirma o presidente do Instituto Floresta, o empresário Leonardo Fração.

A maior parte da frota, do arsenal e dos demais equipamentos será destinada a dois batalhões da Brigada Militar, situados nas regiões mais populosas e que concentram a atividade econômica da Capital, o 9º e o 11º BPM, e uma unidade estratégica, o Batalhão de Operações Especiais. A escolha dos veículos e do tipo de armamento seguiu as indicações dos próprios órgãos de Segurança, com a ênfase em aumentar a capacidade de enfrentar o crime. Parte dos equipamentos irá para a Polícia Civil.

A atuação do ICF é complementada por outras duas ações, de efeito a longo prazo, que serão apresentadas no lançamento do instituto, em março. Para completar, está previsto um compromisso do grupo de empresários apoiadores de, nos próximos anos, doarem R$ 300 milhões na forma de dois presídios, 1 mil carros, 10 mil pistolas e 5 mil bolsas de estudos, entre outros itens.

O principal objetivo do grupo reunido em torno do Instituto Cultural Floresta é fomentar o engajamento da sociedade civil para tornar esse tipo de iniciativa permanente, considerando a realidade das finanças do Estado e a urgência de derrubar índices dramáticos de violência que colocam Porto Alegre entre as cidades mais violentas do mundo. O ICF vai lutar pela  criação de uma Lei, destinada a facilitar a operacionalização das doações, para que não fiquem presas à burocracia e estimulem a contribuição.

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